Cigars.. Habanos.. Cubanos ..

Há quem não suporte Charutos e quem não viva sem..

Devo admitir que passei a apreciar depois de perceber que eles podem casar muito bem com alguns destilados.

Sim, não vou falar sobre vinhos!

Não sou especialista em Habanos, nem entendida neste mundo. Mas aqui falo do que gosto e do que não gosto, honestamente.

Um Cubano encorpado  casa bem com destilado com notas picantes, como alguns Bourbons (whisky americano) e Whiskeys (irlandeses)..

O tom Spicy (picante) que procuro não sãos os doces da ponta da língua, mas sim aqueles lá do fundo da língua que aparecem instantes depois que o alcohol passa. Algo que lembra mais uma erva apimentada que uma canela. Algo que se encontra com elegância em Whiskeys e alguns excelentes Scottish.

No Brasil se fala muito em harmonizar com espumantes. Bem, a não ser que seja essa sua intenção, ofusca o vinho, diminui o charuto e camufla o champagne (principalmente).. mas disfarca bem o amargor de alguns espumantes.. sem falar claro que eh uma boa desculpa para se gastar menos num restaurante..

E claro não podemos olvidar os Brandy de Jerez..

.. vão bem com os Dominicanos ou com menos encorpados charutos. Mas é preciso lembrar que Jerez são fortificados com peculiaridades pouco populares, e sim para gosto apurado.

Para ficar mais feminino, leve e ainda sim elegante.. um Grand Mariner, que tem Cognac na alma.

Talvez o mais masculino dos femininos licorosos, Grand Mariner mostra sua força com tons delicados e traz os aromas terciários que encantam.

Aaaahhhh os clássicos Cognac e/ou Armagnac..

.. Para se ter uma experiência completa:

XO (Napoleon ou Extra Old, onde o brandy mais novo é envelhecido por pelo menos seis anos e, não raro, por até vinte anos) ou Hors de A’dge (a nominação BNIC o coloca em igual nível que o  XO, mas na prática o termo é usando por produtores que querem diferenciar seu Cognac como de qualidade superior além da escala oficial) .   Vale a pena, acredite.

Lembrar dos Calvados é  preciso.  Vê-se muito na França e nos Paises do leste europeu… mas eu nunca provei com Habanos… não posso falar nada.. por enquanto… porque depois de hoje.. vou buscar por um e tentar, claro.

Para ser unique, um PX de início do Séc. XX (1905, 1915.. e não mais que 1940) .. simplesmente divino!

Para um orçamento modesto, Bourbons ou Whiskey.

Para uma conta em aberto:  excelente Cognac ou Armagnac (cuidado, os $$ podem ir a estratosfera).

Café, nem pensar! ..e olha que eu sou viciada em café..

(srsrsrsrs ..mas isso dá mote para discutir por longo tempo, eu sei, eu sei.. srsrsrsrsr)

L.

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Para saber mais:

  • Livros

Coyle, L. Patrick. The World Encyclopedia of Food. New York: Facts on File, 1982.

Lang, Jenifer Harvey, ed. Larousse Gastronomique. New York: Crown, 1998.

Robinson, Jancis, ed. The Oxford Companion to Wine. Oxford: Oxford University Press, 1994.

  • Periódicos

Gugino, Sam. “High Spirited.” The Wine Spectator (January 31, 1998).

  • Outros

“Blending Tools.” http://le-cognac.com. (January 17, 2000).

“The Cognac of Madame Raymond Ragnaud and Her Children.

http://le-cognac.com/raymond_ragnaud/ragnaud3_us.html. (January 12, 2000).

“Thomas Hine & Co. Handcrafted Cognac.

http://www.le-cognac.com/hine/hine_charte_us.html. (December 1999).

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